Foi um grande avanço no segmento educacional para surdos em São Paulo, pois havia poucas escolas e as famílias percorriam grandes distâncias e a partir desse período, com a inauguração de novas 03 unidades educacionais para surdos, iniciou-se a expansão e a descentralização geográfica.
Em 1986 iniciei minhas atividades docentes com alunos surdos e tinha inúmeras perguntas, mas acreditava ter também algumas respostas.
Em 1988, na an

Propus então, um desenho que demarcasse a localização geográfica da escola, por sua proximidade ao Pico do Jaraguá (foto de Jorge Myslinski Filho).
Durante anos as camisetas da escola levaram essa imagem como marca de sua identidade geográfica.
Após 20 anos de atividades da escola, e que sem dúvida ocorreram mudanças, não só na escola, mas em minhas respostas que foram se reduzindo ano a ano, mas em minhas pergunta

Desde 2008, a escola vem utilizando essa nova proposta

Uma identidade que hoje ultrapassa a questão geográfica e marca a construção de um trabalho educacional que respeita o direito à diversidade linguística do surdo, seu direito de ser bilíngue, e a partir dessa perspectiva, incluí-lo de fato na sociedade e no mercado de trabalho, como um sujeito diferente, mas com potencialidades.
Desde 2004, venho atuando na EMEE com jovens e adultos surdos, muitos com ingresso tardio na escola, mas sem dúvida alguma, trazem muita garra, força de vontade, e o que é melhor, nos ensinam novas formas de ensinar.
A satisfação que eles demonstram em fazer parte dessa comunidade é imensa, e eles revelam esse sentimento em pequenos momentos, principalmente quando expõem o desejo de carregar tal imagem em suas camisetas. Esse processo identitário só é possível pela língua.
Assim posto, creio que as palavras de Flusser (2004, p. 37) podem complementar nosso pensamento a respeito da língua.