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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Dia Internacional da Língua Materna 2009 - UNESCO

Por que as línguas desaparecem? Quais são as regiões do mundo mais afetadas por este desaparecimento? O que pode ser feito para salvá-las? A nova edição do Atlas Mundial da UNESCO de Línguas em Perigo de Desaparecimento [UNESCO Atlas of the World's Languages in Danger of Disappearing] pretende responder estas questões. O Atlas será apresentado à imprensa na Sede da UNESCO, em Paris, no dia 19 de fevereiro, por ocasião do Dia Internacional da Língua Materna.
(UNESCO - acesso em 20/fev/09)

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Alunos com deficiência auditiva podem ser liberados da aula de idiomas

Estudar inglês ou espanhol na escola é obrigatório a todos os alunos brasileiros a partir da quinta série (sexto ano), inclusive os portadores de deficiência auditiva. Eles usam a língua dos sinais, chamada Libras (sigla de Língua Brasileira de Sinais), para se comunicarem e aprenderem. No entanto, o deputado Augusto Carvalho, do PPS do Distrito Federal, acredita que estudar uma língua estrangeira pode ficar muito pesado para o aluno portador de deficiência auditiva, já que ele já aprende a linguagem de sinais. Opcional Por isso, ele apresentou o Projeito de Lei (PL) 2487/07, onde torna facultativo (opcional) o estudo da língua estrangeira aos alunos com deficiência auditiva. Em outras palavras, se o PL for aprovado, eles serão liberados da obrigação de aprenderem outra língua, a não ser que queiram. Com um detalhe: só será facultativo se o aluno portador de deficiência auditiva tiver a opção de estudar, em sua escola, a língua de sinais como parte integrante do currículo escolar. Ficou claro? Já é lei? Ainda não. A proposta será analisada pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania em apreciação conclusiva.
Saiba mais O ensino da língua estrangeira é obrigatório a todos os alunos brasileiros da rede pública e privada a partir da quinta série (atual sexto ano) do ensino fundamental, de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (lei número 9.394 de 1996). Fonte: Plenarinho.
15/02/2009
http://www.niltoncamara.net/noticias.php?id=58 acesso em 16/fev/09

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Clube canadense anuncia primeiro show de rock para surdos


05/02/09 - 13h57 - Atualizado em 05/02/09 - 18h15
Toronto tem o primeiro show de rock para surdos
Apresentação terá tecnologia desenvolvida por universidade canadense.Sistema de cadeiras transforma música em estímulo tátil.

Do G1, em São Paulo

Foto: MySpace do artista


A banda canadense Fox Jaws. (Foto: MySpace do artista)


Um pequeno clube na cidade de Toronto, no Canadá anunciou um show de rock muito especial para esta quinta-feira (5): uma apresentação exclusiva para surdos. O Centro de Tecnologia do Aprendizado e de Ciência Musical da Ryerson University anunciou o show, segundo o jornal britânico Guardian, como o “primeiro concerto de rock para deficientes auditivos”. No palco estarão bandas como Fox Jaws, Hollywood Swank e The Dufraines, entre outras, mas o segredo do show está no chão: o público vai assistir às apresentações sentado em Emoti-Chairs, cadeiras especialmente desenvolvidas para transformar “informações de áudio em estímulos táteis”. Um computador dentro de cada cadeira analisa as frequências sonoras, usando um sistema de mapeamento semelhante ao da cóclea humana, um órgão interno da orelha. Em resposta, gera uma série de estímulos, seja em movimento, toques e vibrações. Para tornar o show uma experiência completa, a platéia ainda vai ter acesso a legendas das músicas, intérpretes em linguagem de sinais e imagens de visualização musical.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

ÉTICA E ENSINO DE LIBRAS

A ética e o ensino de Libras

Publicado em 25.09.2008

Carolina Longman

Vinte e seis de setembro é Dia Nacional de Luta do Povo Surdo e vale registrar alguns avanços e desafios. Antes de qualquer discussão se faz necessário afirmar com todas as letras: a Língua Brasileira de Sinais (Libras) é uma língua e não uma transcrição de outra língua. Mesmo assim, somente há seis anos, foi legal e oficialmente reconhecida. Portanto, é uma língua jovem, na verdade apenas uma criança, que ainda tem muito para crescer e se consolidar. A luta do povo surdo não é de hoje, há mais de duzentos anos a língua de sinais, nascida na França, chegou ao Brasil, na época do império e só agora no século 21 foi reconhecida.
No dia de amanhã, então, uma grande conquista a ser assinalada. Foi nesta data, em 2006, que se implantou nas universidades federais do País o curso de graduação em letras com especialização em Libras. Outro avanço: a implantação das legendas em algumas redes de televisão e nos filmes nacionais. Aqui em Pernambuco, destacamos a Associação de Surdos de Pernambuco, o movimento Jovem Surdo, o grupo teatral Mãos em Cena, o Cinesuvag e o Fotolibras.
A nossa luta ainda continua na divulgação e no reconhecimento da sociedade em geral da natureza do povo surdo, da sua cultura e da grandeza da sua língua. Infelizmente, como em qualquer situação de diferença, estamos sujeitos aos oportunistas e charlatães que escrevem e se dizem especialistas em Libras e definem políticas públicas sem conhecimento dos estudos surdos. Uns defendem que eles próprios, os ouvintes, são mais competentes que os surdos para ensinar a nossa língua. Parece uma piada, mas não é. Seria o mesmo que dizer: para ensinar japonês a brasileiro, só tem competência outro brasileiro falante de japonês. Essas atitudes denunciam o oportunismo de pessoas que querem se promover e, mais grave ainda, se colocam como "caridosos". São os verdadeiros "narcisos de caridade" como tão bem definiu Nelson Rodrigues.
O charlatanismo seria exatamente essa dissimulação, de quem se diz pretender promover o ensino de Libras e utiliza-se de ouvintes desclassificados. Aqui vale chamar atenção e fazer um alerta: as nossas universidades de ensino não ajudam a valorizar, nem contribuem na luta pela afirmação da cultura surda, quando não fazem uma seleção criteriosa e rigorosa para escolher os seus professores de Libras.
Outro grande desafio que ainda haveremos de travar é de lutar contra a inclusão de surdos nas classes de ouvintes com intérpretes. É preciso ter claro: a diferença necessita de meios diversos e bem mais complexos de aprendizado. Não basta colocar um intérprete de Libras na sala de aula e dizer que o surdo está incluído e aprendendo. Como construir conhecimento numa sala de aula com um intermediário de sua língua, ou mais, como se pode aprender profundamente com um intérprete? Intérprete não é professor. Intérprete não ensina, é um mero repassador de conteúdos.
Na prática, isso significa dizer que surdo não tem direito a professor, mas só a um repassador. Essa compreensão reforça a ideologia de que a escola é repassadora de conteúdos e não constrói conhecimento e pensamento. A prática dessa política, através de trabalhos científicos já publicados, denuncia o seu fracasso. Infelizmente, os dirigentes continuam defendendo a inclusão para os surdos. Queremos escolas de surdos de qualidade, com professores fluentes na nossa língua.
Por fim, uma última pergunta: qual a ética que esses gestores e falsos professores de Libras defendem?
» Carolina Longman é pedagoga.
http://jc.uol.com.br/jornal/2008/09/25/not_300750.php

domingo, 14 de setembro de 2008

OFERTA DO ENSINO DE LIBRAS PODERÁ SER OBRIGATÓRIA



COMISSÕES / Educação

09/09/2008 - 14h43


Oferta do ensino da Libras poderá ser obrigatória


A oferta do ensino da Língua Brasileira de Sinais (Libras) passará a ser obrigatória na educação infantil e no ensino fundamental, segundo o Projeto de Lei do Senado 14/07, de autoria do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), aprovado em decisão terminativa nesta terça-feira (9) pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE). Como foi aprovado na forma de substitutivo, o projeto será ainda submetido a um turno suplementar na comissão.
De acordo com o texto aprovado, a disciplina de Libras será incluída na parte diversificada do currículo, "prioritariamente", na educação infantil e nos dois primeiros anos do ensino fundamental. O ensino da Língua Brasileira de Sinais, ainda de acordo com a proposta, será incluído "facultativamente" a partir da sexta série do ensino fundamental, "conforme as possibilidades e demandas da escola".
O autor do projeto, que também preside a CE, esclareceu que a Libras não será matéria obrigatória para os estudantes. Mas previu que o ensino da linguagem abrirá as portas dos alunos interessados para um "importante mercado de trabalho". Além disso, observou, a oferta da matéria poderá beneficiar as famílias das pessoas surdas, que disporão de um meio mais eficaz de comunicação com os que não podem ouvir.
Durante a discussão do projeto, a senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) disse considerar o projeto "importante", mas admitiu estar preocupada com a real possibilidade de se colocar em prática o ensino da linguagem. O senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) chegou a questionar se não seria o caso de se estabelecer um prazo para a formação de professores.
O senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) observou que, a pedido de uma aluna surda, a Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG) contratou um tradutor de Libras para ajudá-la. Cristovam admitiu que faltarão professores em um primeiro momento, mas, a seu ver, a demanda acabará motivando a formação de novos profissionais.
O senador Wellington Salgado (PMDB-MG) leu carta enviada pelo senador Lobão Filho (PMDB-MA), que se encontra em viagem ao exterior, na qual este demonstra sua preocupação com a formação de professores em diversas outras matérias, além da Libras. O próprio Salgado afirmou estar acompanhando com atenção a aprovação de projetos que aumentam as despesas na área de Educação. Para o senador Augusto Botelho (PT-RR), porém, despesas com educação devem ser consideradas investimento. E, na sua opinião, é necessário investir na melhoria da qualidade da educação oferecida no país.
O relator ad hoc do projeto, senador Flávio Arns (PT-PR), recordou que a proposição ainda será submetida a um turno suplementar de votação. Até lá, ponderou, poderão ser analisadas possíveis emendas ao texto.
Marcos Magalhães / Agência Senado

sábado, 13 de setembro de 2008

II Encontro de Pesquisa do TIDD

II Encontro de Pesquisa do TIDD

15 de setembro de 20089h30 às 21h30Rua Caio Prado, 102, Auditório Anexo à Lanchonete (térreo)
Programação
9h30 – 10h15: AberturaProfa. Dra. Lucia Santaella (Coordenadora do TIDD)
As linhas de pesquisa do TIDD
10h15 - 11:00: Convidado: Dr. Sergio Amadeu (Casper Líbero) -
Conteúdo colaborativo e software livre
Mediação: Profa. Dra. Lucia Santaella
11h00h - 13h00: Mesa 1 - Criação no Ciberespaço Coord.: Profa. Dra. Rosangela Leote Convidado: Profa. Dra. Paula Carolei, Profa. Magaly Parreira do Prado, Guilherme Dias Felitti, Renate Landshoff, Profa. Thásia da S. Oliveira Magalhães, Daniel Melo Ribeiro, Roger Pascoal
13h - 14:00h - Almoço
14h00-15h30: Mesa 2 - Pensar as redes Coord. Prof. Dr. Luis Carlos Petry
14h00h – 14h45h: Convidado: Dr. Marcos Ferreira dos Santos (USP) "Reflexões sobre tempo e espaço"
14h45h – 15h30h : Convidado: Dr. Eugênio Trivinho (CENCIB) – A dromocracia cibercultural"
15h30 – 17h00: Mesa 3: Educação e aprendizagem em ambientes virtuais Coord. Profa. Dra. Sonia Maria de Macedo Allegretti
Convidado: Profa. Dra. Adriana Rocha Bruno (UFJF) - AVA, Estilos de Aprendizagem e Neurociência, Profa. Dra. Lucila Pesce, - Pesquisa TIDD & RIES (Rede Internacional Ecologia dos Saberes) da Universidade de Barcelona, Profa. Angeles Treitero Garcia Cônsolo, Debora Caetano Kober, Nuricel Villalonga Aguilera, Márcia Pereira Sebastião
17h00 – 18h30: Mesa 4 - Estéticas tecnológicas Coord. Profa. Dra. Lucia Leão
Randolph Aparecido de Souza, Lucas Correia Meneguette, José Carlos Silvestre Fernandes, Ana Carolina Rocha Vaz, David de Oliveira Lemes, Karen Patrícia Reis Figueiredo
18:30h - 19:00h – Intervalo19:00h - 19:30h Convidado: Prof. Dr. Winfried Nöth (Kassel) - Signos e máquinas semióticas
19h30 – 21h15: Mesa 5 - A pesquisa em Design Digital e Games Coord. Prof. Dr. Sergio Basbaun
Prof. Dr. Roger TavaresProf. Fábio Fernandes, Prof. Dr.Sérgio Nesteriuk, Prof. Eduardo Kashiwakura
21:15h - 21:30h Encerramento