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quinta-feira, 11 de junho de 2009

BilingLatAm

Terceiro Simpósio sobre Bilinguismo, Educação Bilíngue e Cidadania
na América Latina
8 a 10 de julho de 2009, São Paulo, Brasil

Simpósio sobre Bilingualismo, Educação Bilíngüe e Cidadania na América Latina acontecerá em São Paulo, Brasil, na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Esta terceira edição do evento traz uma grande novidade, que é um seminário pré-conferência. O primeiro Seminário Pré-Conferência do Bilinglatam acontecerá no dia 8 de julho de 2009 e oferecerá cursos nas várias áreas do Bilinguismo, Educação Bilíngue, Formação de Professores para a Educação Bilíngue e Educação para a Cidadania para alunos de graduação, pós-graduação, mestres e doutores. Estudantes e pesquisadores do mundo inteiro estão convidados a participar e contribuir com o Seminário, na perspectiva de construir um trabalho interdisciplinar de alta qualidade.

Informações Gerais

Assim como os BILINGLATAM I e II, que aconteceram respectivamente em Buenos Aires, Argentina em 2004 e em Bogotá, Colômbia, em 2006, este Simpósio tem por objetivo promover o intercâmbio de conhecimento nas áreas de pesquisa e ensino em bilinguismo e educação bilíngue entre aqueles que trabalham em contextos lingüísticos majoritários e minoritários na América Latina.
A Comissão Organizadora receberá propostas de apresentações que abordem quaisquer aspectos ou recortes dos temas centrais, que são:

  • Bilinguismo

  • Educação Bilíngue

  • Formação de Professores para a Educação Bilíngue

  • Educação para a Cidadania

Haverá três modalidades de apresentação:

Plenárias, com palestrantes convidados
• Comunicações, com duração máxima de 30 minutos.
• Sessões de apresentação de pôsteres, com duração de 30 minutos.

As línguas oficiais deste Simpósio são inglês, português, LIBRAS (Língua de Sinais) e espanhol.

domingo, 7 de junho de 2009

Brenda Costa - Top Model Surda no Fashion Rio

07/06/09 - 18h51 - Atualizado em 07/06/09 - 20h02

Top model deficiente auditiva brilha em desfile no Fashion Rio

Modelo Brenda Costa mostrou look todo branco na passarela de Mara Mac.
Terceiro dia do evento ainda deve ter Juliana Paes na TNG.

Alícia Uchôa e Carla Meneghini Do G1, no Rio


Brenda Costa desfilou pela Mara Mac (Foto: Lucíola Villela/G1)

A top model Brenda Costa, que é surda, roubou a cena no desfile da grife Mara Mac, neste domingo (7), no Fashion Rio. Deficiente auditiva de nascença, a morena carioca mostrou um vestido de corte amplo e todo em branco.

Veja as fotos do terceiro dia de Fashion Rio

Veja a cobertura completa do Fashion Rio

Casada com o milionário Karim Al Fayed, irmão de Dodi Al Fayed, a top hoje mora em Londres e tem um bebê de cerca de um ano.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Dissertação de Mestrado

Dia 15 de maio, às 15h00
PUC- SP (Caio Prado, 102 - Consolação - SP)
(com tradutor e intérprete de Libras)

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Dia Internacional da Língua Materna 2009 - UNESCO

Por que as línguas desaparecem? Quais são as regiões do mundo mais afetadas por este desaparecimento? O que pode ser feito para salvá-las? A nova edição do Atlas Mundial da UNESCO de Línguas em Perigo de Desaparecimento [UNESCO Atlas of the World's Languages in Danger of Disappearing] pretende responder estas questões. O Atlas será apresentado à imprensa na Sede da UNESCO, em Paris, no dia 19 de fevereiro, por ocasião do Dia Internacional da Língua Materna.
(UNESCO - acesso em 20/fev/09)

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Alunos com deficiência auditiva podem ser liberados da aula de idiomas

Estudar inglês ou espanhol na escola é obrigatório a todos os alunos brasileiros a partir da quinta série (sexto ano), inclusive os portadores de deficiência auditiva. Eles usam a língua dos sinais, chamada Libras (sigla de Língua Brasileira de Sinais), para se comunicarem e aprenderem. No entanto, o deputado Augusto Carvalho, do PPS do Distrito Federal, acredita que estudar uma língua estrangeira pode ficar muito pesado para o aluno portador de deficiência auditiva, já que ele já aprende a linguagem de sinais. Opcional Por isso, ele apresentou o Projeito de Lei (PL) 2487/07, onde torna facultativo (opcional) o estudo da língua estrangeira aos alunos com deficiência auditiva. Em outras palavras, se o PL for aprovado, eles serão liberados da obrigação de aprenderem outra língua, a não ser que queiram. Com um detalhe: só será facultativo se o aluno portador de deficiência auditiva tiver a opção de estudar, em sua escola, a língua de sinais como parte integrante do currículo escolar. Ficou claro? Já é lei? Ainda não. A proposta será analisada pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania em apreciação conclusiva.
Saiba mais O ensino da língua estrangeira é obrigatório a todos os alunos brasileiros da rede pública e privada a partir da quinta série (atual sexto ano) do ensino fundamental, de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (lei número 9.394 de 1996). Fonte: Plenarinho.
15/02/2009
http://www.niltoncamara.net/noticias.php?id=58 acesso em 16/fev/09

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Clube canadense anuncia primeiro show de rock para surdos


05/02/09 - 13h57 - Atualizado em 05/02/09 - 18h15
Toronto tem o primeiro show de rock para surdos
Apresentação terá tecnologia desenvolvida por universidade canadense.Sistema de cadeiras transforma música em estímulo tátil.

Do G1, em São Paulo

Foto: MySpace do artista


A banda canadense Fox Jaws. (Foto: MySpace do artista)


Um pequeno clube na cidade de Toronto, no Canadá anunciou um show de rock muito especial para esta quinta-feira (5): uma apresentação exclusiva para surdos. O Centro de Tecnologia do Aprendizado e de Ciência Musical da Ryerson University anunciou o show, segundo o jornal britânico Guardian, como o “primeiro concerto de rock para deficientes auditivos”. No palco estarão bandas como Fox Jaws, Hollywood Swank e The Dufraines, entre outras, mas o segredo do show está no chão: o público vai assistir às apresentações sentado em Emoti-Chairs, cadeiras especialmente desenvolvidas para transformar “informações de áudio em estímulos táteis”. Um computador dentro de cada cadeira analisa as frequências sonoras, usando um sistema de mapeamento semelhante ao da cóclea humana, um órgão interno da orelha. Em resposta, gera uma série de estímulos, seja em movimento, toques e vibrações. Para tornar o show uma experiência completa, a platéia ainda vai ter acesso a legendas das músicas, intérpretes em linguagem de sinais e imagens de visualização musical.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

ÉTICA E ENSINO DE LIBRAS

A ética e o ensino de Libras

Publicado em 25.09.2008

Carolina Longman

Vinte e seis de setembro é Dia Nacional de Luta do Povo Surdo e vale registrar alguns avanços e desafios. Antes de qualquer discussão se faz necessário afirmar com todas as letras: a Língua Brasileira de Sinais (Libras) é uma língua e não uma transcrição de outra língua. Mesmo assim, somente há seis anos, foi legal e oficialmente reconhecida. Portanto, é uma língua jovem, na verdade apenas uma criança, que ainda tem muito para crescer e se consolidar. A luta do povo surdo não é de hoje, há mais de duzentos anos a língua de sinais, nascida na França, chegou ao Brasil, na época do império e só agora no século 21 foi reconhecida.
No dia de amanhã, então, uma grande conquista a ser assinalada. Foi nesta data, em 2006, que se implantou nas universidades federais do País o curso de graduação em letras com especialização em Libras. Outro avanço: a implantação das legendas em algumas redes de televisão e nos filmes nacionais. Aqui em Pernambuco, destacamos a Associação de Surdos de Pernambuco, o movimento Jovem Surdo, o grupo teatral Mãos em Cena, o Cinesuvag e o Fotolibras.
A nossa luta ainda continua na divulgação e no reconhecimento da sociedade em geral da natureza do povo surdo, da sua cultura e da grandeza da sua língua. Infelizmente, como em qualquer situação de diferença, estamos sujeitos aos oportunistas e charlatães que escrevem e se dizem especialistas em Libras e definem políticas públicas sem conhecimento dos estudos surdos. Uns defendem que eles próprios, os ouvintes, são mais competentes que os surdos para ensinar a nossa língua. Parece uma piada, mas não é. Seria o mesmo que dizer: para ensinar japonês a brasileiro, só tem competência outro brasileiro falante de japonês. Essas atitudes denunciam o oportunismo de pessoas que querem se promover e, mais grave ainda, se colocam como "caridosos". São os verdadeiros "narcisos de caridade" como tão bem definiu Nelson Rodrigues.
O charlatanismo seria exatamente essa dissimulação, de quem se diz pretender promover o ensino de Libras e utiliza-se de ouvintes desclassificados. Aqui vale chamar atenção e fazer um alerta: as nossas universidades de ensino não ajudam a valorizar, nem contribuem na luta pela afirmação da cultura surda, quando não fazem uma seleção criteriosa e rigorosa para escolher os seus professores de Libras.
Outro grande desafio que ainda haveremos de travar é de lutar contra a inclusão de surdos nas classes de ouvintes com intérpretes. É preciso ter claro: a diferença necessita de meios diversos e bem mais complexos de aprendizado. Não basta colocar um intérprete de Libras na sala de aula e dizer que o surdo está incluído e aprendendo. Como construir conhecimento numa sala de aula com um intermediário de sua língua, ou mais, como se pode aprender profundamente com um intérprete? Intérprete não é professor. Intérprete não ensina, é um mero repassador de conteúdos.
Na prática, isso significa dizer que surdo não tem direito a professor, mas só a um repassador. Essa compreensão reforça a ideologia de que a escola é repassadora de conteúdos e não constrói conhecimento e pensamento. A prática dessa política, através de trabalhos científicos já publicados, denuncia o seu fracasso. Infelizmente, os dirigentes continuam defendendo a inclusão para os surdos. Queremos escolas de surdos de qualidade, com professores fluentes na nossa língua.
Por fim, uma última pergunta: qual a ética que esses gestores e falsos professores de Libras defendem?
» Carolina Longman é pedagoga.
http://jc.uol.com.br/jornal/2008/09/25/not_300750.php